O contencioso tributário brasileiro movimenta grandes volumes de processos, informações e trabalho jurídico. E, diante dessa escala, a inteligência artificial começa a ocupar um espaço cada vez mais relevante no Direito.
Em entrevista ao Poder360, Lucas Barbosa Oliveira, CEO e fundador da Iter, falou sobre esse movimento e sobre a tecnologia que estamos desenvolvendo para enfrentar, de forma específica, os desafios do contencioso tributário.
Para Lucas, a inteligência artificial surge no meio jurídico como uma solução para um dos principais problemas desse cenário: a quantidade de demandas que precisam ser analisadas, classificadas e acompanhadas diariamente.
A rápida adoção dessas ferramentas pode permitir a triagem de demandas repetitivas, a organização de grandes volumes de informações e a identificação mais rápida dos caminhos processuais possíveis. Com isso, profissionais do Direito podem dedicar mais tempo àquilo que exige análise jurídica, estratégia e tomada de decisão.
É justamente nessa transformação que a Iter está inserida.
Nosso propósito
A empresa foi criada para aplicar inteligência artificial, tecnologia proprietária e expertise jurídica ao contencioso tributário, especialmente em carteiras com centenas ou milhares de processos distribuídos entre diferentes escritórios e estruturas.
Na prática, a tecnologia permite centralizar a carteira em um único painel, com informações sobre fase processual, valor, garantia, tese e prazos. A partir da leitura dos autos e dos eventos processuais, agentes especializados podem identificar a medida necessária e preparar defesas, recursos e outras peças para revisão dos advogados.
O trabalho também se estende à recuperação de créditos, mandados de segurança, ações ordinárias e ao contencioso administrativo perante Receita Federal, DRJ e CARF.
Diferencial
Um dos diferenciais está na base utilizada pela tecnologia. Os agentes da Iter não simplesmente pesquisam na internet para produzir uma peça. Trabalham sobre uma base jurídica curada e revisada por advogados, com decisões, petições e votos analisados integralmente.
Assim, a inteligência artificial ganha escala sem retirar do advogado o papel central na análise e na decisão.
E esse é um dos pontos fundamentais dessa transformação: a tecnologia não precisa substituir o trabalho jurídico para mudar a forma como ele é realizado.
Ela pode assumir o volume, organizar a informação e acelerar etapas repetitivas para que o conhecimento jurídico seja aplicado onde ele realmente faz diferença.
Entrevista
Na entrevista ao Poder360, Lucas também falou sobre o investimento realizado para construir essa tecnologia e sobre a visão que está por trás da Iter: desenvolver uma estrutura própria para um problema específico, complexo e de escala nacional.
Confira a entrevista completa!
O processo tem muitos caminhos. Nós percorremos o melhor. Por inteiro.

