Iter é apresentada ao mercado em evento que reuniu lideranças empresariais e jurídicas

Uma nova tecnologia de inteligência artificial chega ao mercado com a proposta de transformar a maneira como empresas e escritórios de advocacia lidam com o contencioso tributário. A Iter, tecnologia proprietária de inteligência artificial desenvolvida para atuar em toda a jornada do contencioso, da identificação de oportunidades antes mesmo da distribuição de um processo ao trânsito em julgado, foi oficialmente lançada em um evento realizado em São Paulo, que reuniu algumas das principais lideranças empresariais e jurídicas do país.

A proposta da Iter parte de uma premissa simples, mas disruptiva: a inteligência artificial não deve apenas informar o advogado sobre o que aconteceu. Ela deve ajudar a estruturar o trabalho que precisa ser feito.

Desenvolvida para atuar continuamente sobre o contencioso tributário, a Iter identifica oportunidades aderentes a cada operação, monitora diariamente publicações e intimações, estrutura a medida cabível e acompanha cada caso até o encerramento.

O percurso começa antes mesmo de o processo existir.

O que chega à mesa do advogado não é simplesmente um alerta ou uma informação para ser analisada do zero. É trabalho estruturado, pronto para revisão especializada em cada etapa.

Essa é a proposta que marca a chegada da Iter ao mercado e que esteve no centro do encontro realizado no dia 20 de agosto, no rooftop L40 do Hotel W São Paulo.

Iter: uma nova abordagem para o contencioso tributário

O contencioso tributário brasileiro envolve um volume expressivo de processos, informações, publicações, intimações, decisões e oportunidades que precisam ser acompanhadas continuamente.

Nesse ambiente, identificar uma oportunidade no momento correto pode ser tão importante quanto a capacidade de conduzir tecnicamente o processo.

Foi a partir dessa necessidade que a Iter foi desenvolvida.

A tecnologia combina inteligência artificial, monitoramento contínuo e estruturação de trabalho jurídico para acompanhar o contencioso desde os seus primeiros sinais até o trânsito em julgado.

A Iter busca identificar oportunidades aderentes a cada operação antes mesmo da distribuição, acompanhar diariamente as movimentações relevantes, estruturar a medida cabível e manter o acompanhamento de cada caso ao longo de sua trajetória.

A proposta é mudar a lógica tradicional de utilização da tecnologia no Direito.

Em vez de entregar apenas informação, a Iter entrega uma base estruturada para a atuação do advogado.

Isso não significa substituir o profissional jurídico. Pelo contrário: a tecnologia foi concebida para ampliar sua capacidade de atuação, deixando para a revisão especializada aquilo que exige experiência, estratégia, interpretação e tomada de decisão.

Um lançamento diante de grandes lideranças empresariais e jurídicas

A apresentação da Iter aconteceu diante de um público especialmente estratégico: CEOs, CFOs, diretores jurídicos e executivos de algumas das principais empresas do país, além de sócios e representantes de importantes escritórios de advocacia.

A composição da audiência reforçou justamente um dos principais desafios enfrentados atualmente pelo mercado: como utilizar novas tecnologias para tornar a gestão tributária e jurídica mais estratégica, eficiente e capaz de antecipar oportunidades.

Para as empresas, uma gestão mais inteligente do contencioso pode significar maior capacidade de identificar riscos e oportunidades.

Para os escritórios, significa potencial para ampliar a capacidade de monitoramento e atuação sem transformar o advogado em um profissional dependente de tarefas operacionais.

É nesse espaço que a Iter pretende atuar.

Ministro Luiz Fux apresenta palestra magna sobre o futuro da jurisprudência tributária

Ministro Luiz Fux

Embora o lançamento da Iter tenha sido o grande propósito do encontro, a programação também contou com uma participação de grande relevância institucional.

O Ministro Luiz Fux conduziu a Palestra Magna | “A evolução e a importância dos institutos da repercussão geral e da modulação de efeitos em matéria tributária”.

O tema tem importância direta para empresas e profissionais que acompanham o ambiente tributário brasileiro.

Em um cenário de constantes mudanças legislativas e jurisprudenciais, compreender como decisões dos tribunais superiores podem produzir efeitos sobre contribuintes e empresas é fundamental para a tomada de decisões.

A repercussão geral e a modulação de efeitos estão diretamente relacionadas à previsibilidade e ao impacto das decisões judiciais, especialmente em matéria tributária, na qual uma mudança de entendimento pode gerar consequências relevantes para determinados setores e operações.

A presença do Ministro Luiz Fux trouxe ao evento uma perspectiva institucional sobre esses mecanismos e sobre a evolução da jurisprudência tributária brasileira.

Inteligência artificial aplicada ao contencioso tributário

Na sequência da programação, o Dr. Lucas apresentou oficialmente a Iter na palestra “Apresentação Iter | Inteligência Artificial aplicada ao contencioso tributário”.

Foi nesse momento que a tecnologia foi apresentada em maior profundidade ao público.

A ideia central é que a inteligência artificial possa acompanhar continuamente o ambiente jurídico e tributário, identificando oportunidades e estruturando ações antes que elas sejam perdidas em meio ao volume de informações.

A Iter monitora diariamente publicações e intimações, identifica oportunidades relacionadas às operações acompanhadas, estrutura a medida cabível e acompanha o caso até o fim. Esse processo cria uma mudança importante na rotina jurídica. O advogado deixa de receber apenas uma informação que precisa ser transformada manualmente em trabalho e passa a receber uma estrutura previamente organizada para sua revisão.

É inteligência artificial aplicada ao trabalho jurídico, e não apenas à pesquisa jurídica.

Reforma Tributária reúne dois grandes nomes da advocacia tributária

Outro momento de destaque do evento foi o Debate | Reforma Tributária – Perspectivas, que reuniu Dr. Marcel Alcades Theodoro, do Mattos Filho, Dr. Tércio Chiavassa, do Pinheiro Neto, e Rubens Tavares do Grupo BMS.

A participação dos dois advogados também evidencia a importância do encontro para o mercado jurídico.

Marcel Alcades Theodoro e Tércio Chiavassa estão entre os nomes de destaque da advocacia tributária empresarial brasileira, e o debate trouxe diferentes perspectivas sobre os impactos e os caminhos da Reforma Tributária.

O tema ganha ainda mais importância diante da dimensão das mudanças que estão sendo implementadas no sistema tributário brasileiro.

Para empresas e escritórios, a Reforma Tributária não representa apenas uma alteração na forma de tributação. Seus efeitos alcançam operações, contratos, sistemas, preços, planejamento, compliance e, naturalmente, o contencioso.

Nesse cenário, a capacidade de acompanhar mudanças e antecipar possíveis impactos passa a ser cada vez mais estratégica.

O papel da tecnologia no novo cenário tributário

A chegada da Iter acontece em um momento em que a tecnologia começa a ocupar um espaço cada vez maior dentro dos departamentos jurídicos e fiscais. Mas a proposta da ferramenta vai além da automação de tarefas. O objetivo é utilizar inteligência artificial para criar uma camada permanente de inteligência sobre o contencioso.

Isso significa olhar para o processo antes de sua existência, identificar oportunidades, acompanhar movimentações, estruturar medidas e continuar monitorando o caso até seu encerramento.

Essa abordagem pode representar uma mudança significativa para empresas que possuem grandes volumes de processos e para escritórios que precisam acompanhar diariamente uma quantidade crescente de informações.

A tecnologia passa a funcionar como uma estrutura de apoio contínuo à atuação jurídica.

Um evento sobre o presente e o futuro do Direito Tributário

A presença do Ministro Luiz Fux, o debate sobre a Reforma Tributária com Marcel Alcades, Tércio Chiavassa e Rubens Tavares e, principalmente, o lançamento da Iter fizeram do encontro um espaço para discutir diferentes dimensões do futuro do Direito Tributário.

De um lado, a evolução da jurisprudência e dos institutos que determinam os efeitos das decisões judiciais.

De outro, a transformação provocada pela Reforma Tributária.

E, conectando essas duas dimensões, uma terceira mudança que já está em curso: a utilização da inteligência artificial como parte da estratégia de gestão do contencioso.

A Iter chega justamente nesse ponto de transformação. Sua proposta é fazer com que a tecnologia deixe de ser apenas uma ferramenta de consulta e passe a participar ativamente da identificação e estruturação do trabalho jurídico.

Iter: tecnologia para antecipar oportunidades no contencioso

O lançamento da Iter representa, portanto, mais do que a apresentação de uma nova Legal Tech. Representa uma tentativa de mudar a forma como empresas e escritórios enxergam o contencioso tributário.

Se antes a tecnologia era utilizada principalmente para organizar informações sobre processos que já existiam, a proposta agora é olhar também para o que pode acontecer antes que o processo exista.

  • Identificar oportunidades.
  • Monitorar diariamente.
  • Estruturar medidas.
  • Acompanhar cada etapa.
  • E permitir que o advogado tenha em suas mãos um trabalho organizado para revisão especializada.

Essa é a proposta da Iter: uma tecnologia proprietária de inteligência artificial criada para atuar de ponta a ponta no contencioso tributário e transformar informação em trabalho jurídico estruturado.

O evento realizado em São Paulo marcou o início dessa nova etapa. E, diante da presença de grandes empresas, escritórios e lideranças do Direito Tributário brasileiro, o lançamento deixou claro que a discussão sobre inteligência artificial no jurídico já não pertence ao futuro.

Ela já começou.

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